A cada nova notícia sobre DmC: Devil May Cry,
a reação é a mesma: os fãs reclamam, xingam e amaldiçoam todas as
gerações dos envolvidos no reinício de uma das franquias mais queridas
da última geração. Afinal, não é sempre que temos um personagem tão
carismático quanto Dante surgindo nos games e não é simples vê-lo sendo
radicalmente transformado da noite para o dia.
No entanto, tanto a Capcom quanto a Ninja Theory
têm noção da responsabilidade que elas carregam com esse ousado
projeto. Tanto que, apesar da grande revolução que a franquia vem
recebendo, ainda há alguns elementos dentro do cânone do personagem que
permanecem inalterados. Afinal, quem não se surpreendeu ao ver que
Vergil estaria presente e com suas principais características intocadas?
Casos de família
Em entrevista ao site VG24/7,
o produtor da Capcom, Alex Jones, explicou um pouco sobre o que mudou e
o que permanece imutável com o reinício da série. Segundo ele, mesmo
com todas as alterações radicais realizadas em DmC: Devil May Cry, a
Ninja Theory se viu praticamente obrigada a não mexer em alguns pontos
para que os fãs sentissem que, mesmo diferente, aquele ainda é o mesmo
universo que eles conhecem.
A melhor forma para criar essa noção de continuidade foi resgatando
alguns conceitos e elementos dos títulos anteriores. É o caso do próprio
Vergil, o icônico irmão gêmeo do protagonista.
Segundo Jones, por ser tão simbólico dentro da série, o personagem era
presença mais do que obrigatória nessa nova origem, mesmo que, para
isso, algumas coisas tivessem de mudar. Ele explica que, ainda que a
relação familiar exista, ela não será apresentada da mesma maneira vista
em Dante's Awekening.
Exemplo disso é que, em DmC, o antagonista será o líder da chamada
Ordem e que estará observando seu irmão com bastante frequência.
A única dica revelada sobre esse reencontro é que Dante é tido como um
marginalizado pela sociedade que é Vergil quem lhe oferece a chance de
vingança. De acordo com o produtor, é a partir desse ponto que teremos
uma visão mais aprofundada do anti-herói, conhecendo suas motivações e
acompanhando seu desenvolvimento.
Mas o rapaz de cabelos brancos não é o único nome a voltar dos títulos
originais. O produtor conta que o par de armas Ebony e Ivory também
retorna, assim como o estilo de jogo que fez com que Devil May Cry
ganhasse uma legião de fãs, ou seja, um combate intenso mesclando
espadas com tiroteios.
A velha polêmica do visual
E como falar de DmC é questionar o novo visual dos personagens, o
produtor da Capcom não hesitou em reforçar que a mudança na estética tem
uma razão de ser. Segundo ele, toda a equipe de produção já sabia que
as críticas viriam e todos esperavam por elas — tanto que, mesmo após
todas as reclamações, nada foi alterado.
Ele ainda afirma que toda essa repercussão revela um aspecto muito
positivo: se as pessoas reclamam, é porque elas se importam, o que
mostra que a série ainda é muito querida pelos jogadores. E é exatamente
por isso que a Ninja Theory está confiante no caminho tomado.
Jones explica ainda que, por mais que as pessoas questionem a
"repaginada" de Dante, elas vão entender o porquê da mudança assim que
elas estiverem com o jogo nas mãos. Ele não deixou claro o que isso quer
dizer, mas adiantou que a ideia era trazer uma pegada muito mais
sombria com o qual o estilo anterior não combinava.
Além disso, ele aposta firmemente que a essência de Devil May Cry está
exatamente no combate frenético, algo que os jogadores não terão do que
reclamar no próximo game. A combinação de armas e espadas, segundo ele,
vai se encaixar perfeitamente com a extensa árvore de habilidades,
gerando uma lista quase infinita de combos possíveis.
Propaganda negativa
Durante a gamescom, foi possível conhecer um dos novos inimigos que
Dante encontrará em sua jornada: Bob Barnabas. Pelo que pôde ser visto, o
novo vilão será uma espécie de apresentador de TV que usa sua
influência para dominar as pessoas e colocá-las contra o perturbado
protagonista.
Desse modo, o demônio consegue passar a imagem de que o anti-herói é,
na verdade, um maníaco sociopata que sai às ruas para matar pessoas
inocentes, mesmo que as câmeras registrem o combate do personagem com as
hordas do inferno. De acordo com Jones, a ideia está exatamente em
mostrar em como a humanidade está sob o controle dos inimigos e quem se
levanta contra isso é tido como louco.
Além disso, o site G4TV
teve acesso a uma das demonstrações disponíveis durante o evento na
Alemanha e trouxe algumas novidades em termos de mecânica. Segundo eles,
a ideia de que nosso mundo está em constante contato com o Limbo é mais
uma vez reforçada, principalmente quando as duas realidades se chocam,
dando origem a um cenário totalmente distorcido.
É nessa paisagem absurda que a ação se passa. Porém, mais do que
plataformas sobre uma ponte, o que chama a atenção nesse momento é um
dos equipamentos que Dante poderá usar ao longo do jogo. As Eryx são
luvas que dão ao personagem uma força descomunal, sendo capaz de
destruir as defesas dos demônios com um único soco.
Um pouco mais adiante, dois novos adversários surgem em seu caminho.
Assim como já acontecia nos jogos anteriores, temos a dualidade de fogo e
gelo sendo representada em monstros que surgem ao mesmo tempo para
incomodá-lo. O que chama a atenção, no entanto, é que, para derrotá-los,
você deve combinar o uso de sua arma angelical com os itens demoníacos —
como as Eryx — para obter sucesso, criando uma batalha frenética e que
vai exigir muita atenção dos jogadores.
Fonte: VG24/7, G4TV
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DmC: Devil May Cry
Uma revolução com pitadas de conservadorismo
Postado por
Twd King
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
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